RENDIDOS
Lembro-me que em meados de 2001 ao final de uma pregação sobre Daniel na cova dos leões, eu e minha esposa, ainda recém-casados, fomos aprisionados em uma das salas da igreja por dois ladrões.
Eu pastoreava aquela igreja que estava localizada próxima a uma grande comunidade chamada “Milagres”. Em segundos, me vi, junto com minha esposa, rendido por dois adolescentes, fortemente armados e completamente drogados. Aquele cenário apontava para um final triste e coberto de dor.
Nesse momento lembrei que eu não podia está duas vezes rendido! Está rendido significa está dominado; sob o controle de alguém ou algo...está rendido é o mesmo que está sem vontade própria!
Quando pensei em tudo isso lembrei que antes de está rendido aos ladrões eu já estava rendido a Deus. Nesse novo contexto, procurei orar e descansar na ação do Espírito Santo. Por duas vezes um dos marginais chegou a apontar a arma para meu tórax, mas não puxou o gatilho!
Além das nossas alianças nada mais foi levado porque o nosso Redentor, Jesus Cristo, não permitiu. O Senhor nos protegeu e nos preservou a vida, tudo isso porque Ele é o Senhor da vida, da morte, de tudo que há nos céus e na terra, de todos os seres vivos, dos mares e de todos os seres marinhos que nele há....Ele simplesmente é o Senhor e nada acontece sem o seu consentimento.
Está rendido aos pés de Cristo ocorre quando não mais vivemos, mas Cristo vive em nós, como proclamou o apóstolo Paulo.
A quem você se rendeu? Aos problemas! Ao namoro! Ao noivado! Ao trabalho! As dificuldades ministeriais!
Render-se ao Senhor é o caminho para a libertação de todo e qualquer laço que nos uni aos problemas e dificuldades desta vida.
Pensem nisso!
Em Cristo,
Pr. Carlinhos
Cadê a igreja!?
Estive pensando...hoje não temos vivido um evangelho comportamental?! Um evangelho onde o que aparentamos ser tem mais valor do que o que de fato somos no dia a dia.
As igrejas não desejam saber quem somos em profundidade, para os "líderes" só importa saber se estamos presentes nos cultos ou damos os dízimos e ajudamos em algum ministério, ou seja, esse não seria o evangelho das aparências!!??
Parece que as igrejas têm cada vez menos procurado se envolver com "pessoas problemáticas", mesmo sendo um local de renovação e cura!
O que importa mesmo é o que aparentamos ser! Se não criamos problemas, se não questionamos, se nadamos a favor da correnteza doutrinária....então somos vistos como espirituais.
Como diz o cantor João Alexandre em uma de suas canções: "É proibido pensar..."
Tudo isso me desperta uma saudade tremenda do tempo onde o doente se sentia acolhido nas igrejas. Um tempo onde se sentia prazer em evangelizar e trazer todo tipo de perdido para ser alcançado pelo evangelho da comunhão.
Hoje, se ver livre de problemas tem sido o lema de muitas igrejas e isso tem refletido no modo de viver das famílias, que por sua vez, olham as igrejas como modelo a ser seguido.
Onde está a igreja que agregava drogados, viciados e prostitutas!? Onde está a igreja que sentia prazer em se envolver com as pessoas e seus problemas!? Onde está a igreja que não julgava segundo as aparências, mas se preocupava em viver e proclamar a graça de Deus!?
Estive pensando num cenário onde tem sido "proibido pensar"...
Pr. Carlinhos