Perdendo pra ganhar...
Há pouco mais de um ano, eu liderava três atividades com jovens e adolescentes. A primeira, chamávamos de GAS – Grupo de Apoio e Suporte, nesse ministério costumávamos nos reunir em uma pequena sala e debater sobre assuntos atuais; A segunda atividade chamávamos de CASA DE FORÇA, dando a ideia de um local de renovação de energias, nesse espaço jogávamos futebol, voleibol e jogos de mesa; A terceira ação ministerial chamávamos de GAS.D – onde agrupávamos jovens e adolescentes para estudamos doutrinas e temas mais profundos da Palavra de Deus por um período de dois anos.
O fato é que por algum motivo, um forte vendaval surgiu e esfriou os três ministérios mencionados. Confesso que não pude enxergar outro sentimento senão o de tristeza e revolta na face dos jovens e adolescentes.
Comecei a ter algumas conversas específicas com Deus e entre uma oração e outra, pude sentir o direcionamento do Senhor em relação a esses ministérios. Deus me conduziu a observar a vida de José do Egito. Mostrou-me o quanto ele perdeu e sofreu, mas me mostrou também o quanto ele ganhou por descansar e confiar no Deus de Israel.
Com essa visão surgiu à ideia de fundarmos o Ministério Phoenix, nos levando a entender que podemos ressurgir das cinzas. Essa ave possui vários significados, mas para o cristianismo representa a ressurreição e o poder de Jesus vencendo a morte, nos dando esperança mesmo diante daquilo que para muitos seria o fim.
Hoje, o MINISTÉRIO PHOENIX completa o seu primeiro aniversário, sempre com uma média de 40 a 50 jovens e adolescentes. Nesse ministério contemplamos louvores cantados, jogos e brincadeiras, comunhão junto à cantina, reflexão bíblica e muito mais. Através desse novo ministério temos experimentado a união vinda por parte de outras igrejas e jovens da comunidade vizinha. O que tinha sido perda se transformou em grande conquista para a Igreja e tem servido como canal de expansão do Evangelho Salvador de Jesus Cristo.
Sabemos que a dor da perda sempre será grande, mas precisamos descansar e confiar em Deus. Ele sabe tudo que precisamos melhor que nós mesmos! O importante não é olhar para o hoje, mas ter sempre a visão que Jesus teria diante dos desafios e perdas. Lembram-se de Lázaro? Jesus chorou, lamentou e se entristeceu por sua morte, MAS no momento certo agiu e mudou todo um cenário de lágrimas e dor em alegria e vitória.
Não lamente por suas perdas, elas podem representar grandes e futuras conquistas! Não fique parado, no momento devido saia de sua área de segurança e faça com que o cenário mude! Confie no Senhor e verás a Glória de Deus!
Pr. Carlinhos
Cadê a igreja!?
Estive pensando...hoje não temos vivido um evangelho comportamental?! Um evangelho onde o que aparentamos ser tem mais valor do que o que de fato somos no dia a dia.
As igrejas não desejam saber quem somos em profundidade, para os "líderes" só importa saber se estamos presentes nos cultos ou damos os dízimos e ajudamos em algum ministério, ou seja, esse não seria o evangelho das aparências!!??
Parece que as igrejas têm cada vez menos procurado se envolver com "pessoas problemáticas", mesmo sendo um local de renovação e cura!
O que importa mesmo é o que aparentamos ser! Se não criamos problemas, se não questionamos, se nadamos a favor da correnteza doutrinária....então somos vistos como espirituais.
Como diz o cantor João Alexandre em uma de suas canções: "É proibido pensar..."
Tudo isso me desperta uma saudade tremenda do tempo onde o doente se sentia acolhido nas igrejas. Um tempo onde se sentia prazer em evangelizar e trazer todo tipo de perdido para ser alcançado pelo evangelho da comunhão.
Hoje, se ver livre de problemas tem sido o lema de muitas igrejas e isso tem refletido no modo de viver das famílias, que por sua vez, olham as igrejas como modelo a ser seguido.
Onde está a igreja que agregava drogados, viciados e prostitutas!? Onde está a igreja que sentia prazer em se envolver com as pessoas e seus problemas!? Onde está a igreja que não julgava segundo as aparências, mas se preocupava em viver e proclamar a graça de Deus!?
Estive pensando num cenário onde tem sido "proibido pensar"...
Pr. Carlinhos