O dia em que abandonei a música gospel
Sempre que tomei decisões radicais em minha caminhada de fé, o fazia respaldado por uma Palavra. Acredito na Palavra e na revelação que ela produz em nossos espíritos, nos tornando capazes de conduzirmos nossas vidas em fé e iluminação por caminhos onde Deus deseja que andemos.
Alguns sucessos me alegraram, ao passo que muitos fracassos me abalaram. Porém, nem um, nem outro, foram decisivos para nortear os passos que dava (e ainda hoje, procuro fazer assim).
Fatores exteriores nunca foram definitivos pra mim, no entanto, a Palavra sempre foi algo que me motivou a ir adiante ou retroceder; a falar ou calar; a fazer guerra ou a promover paz.
O dia em que abandonei a música gospel não foi aquele em que me desapontei com alguns dos meus heróis, observando-os venderem suas almas à Babilônia. Nem o dia em que fui desvalorizado por meus irmãos, chamado de utopista, ingênuo, sonhador, iludido e idealista (tudo isso pra mim sempre foi elogio). O dia em que abandonei a música gospel não foi aquele em que após trabalhar por períodos inteiros, meses a fio, ano após ano, debaixo de sol, madrugadas adentro, fiquei sem receber o reconhecimento, tampouco a generosidade dos irmãos.
Eu sentia, sorria e sofria cada situação, fossem boas ou ruins, mas eu sempre estive lá, com as mãos firmes no “cabo do guatambu”, enquanto regava a terra com minhas lágrimas, fiel às promessas divinas.
O dia em que abandonei a música gospel foi um dia estranho em um momento extremamente atípico. Eu estava andando num ônibus, indo ao centro de Porto Alegre e, enquanto conversava com um amigo, abri a Bíblia e li pra ele um texto bíblico: “Quanto a você, filho do homem, seus compatriotas estão conversando sobre você junto aos muros e às portas das casas, dizendo uns aos outros: ‘Venham ouvir a mensagem que veio da parte do Senhor’. O meu povo vem a você, como costuma fazer, e se assenta diante de você para ouvir as suas palavras, mas não as põe em prática. Com a boca eles expressam devoção, mas o coração deles está ávido de ganhos injustos. De fato, para eles você não é nada mais do que alguém que entoa cânticos de amor com uma bela voz e que sabe tocar um instrumento, pois eles ouvem as suas palavras, mas não as põem em prática”. Ezequiel 33:30-32
A versão Revista e Atualizada da Bíblia diz que eles “lisonjeiam com sua boca, mas seu coração segue a avareza”.
Eis um retrato triste que vi naquela tarde, dentro daquele ônibus. Meus ouvintes vão aos eventos, cantam junto, choram, clamam, dançam, mas seus corações não podem receber verdadeiramente a palavra de Deus, pois amam demais o dinheiro. De tudo o que ouvem, como verdadeiros hipócritas, nada põem em prática.
Generalizar é um erro, então, poderia até acreditar que alguma semente lançada na terra chegaria a dar algum fruto. No entanto, anda prefiro ficar com a Palavra de Deus, ao invés de uma esperança tola e infantil que incite à insistência, enquanto observo que o próprio Espírito de Deus já mudou de rumo.
Como dizia sabiamente meu tio Laerte: “Chega de bater palma pra louco dançar”.
Fonte: http://colunas.gospelmais.com.br/o-dia-em-que-abandonei-a-musica-gospel_1832.html
Cadê a igreja!?
Estive pensando...hoje não temos vivido um evangelho comportamental?! Um evangelho onde o que aparentamos ser tem mais valor do que o que de fato somos no dia a dia.
As igrejas não desejam saber quem somos em profundidade, para os "líderes" só importa saber se estamos presentes nos cultos ou damos os dízimos e ajudamos em algum ministério, ou seja, esse não seria o evangelho das aparências!!??
Parece que as igrejas têm cada vez menos procurado se envolver com "pessoas problemáticas", mesmo sendo um local de renovação e cura!
O que importa mesmo é o que aparentamos ser! Se não criamos problemas, se não questionamos, se nadamos a favor da correnteza doutrinária....então somos vistos como espirituais.
Como diz o cantor João Alexandre em uma de suas canções: "É proibido pensar..."
Tudo isso me desperta uma saudade tremenda do tempo onde o doente se sentia acolhido nas igrejas. Um tempo onde se sentia prazer em evangelizar e trazer todo tipo de perdido para ser alcançado pelo evangelho da comunhão.
Hoje, se ver livre de problemas tem sido o lema de muitas igrejas e isso tem refletido no modo de viver das famílias, que por sua vez, olham as igrejas como modelo a ser seguido.
Onde está a igreja que agregava drogados, viciados e prostitutas!? Onde está a igreja que sentia prazer em se envolver com as pessoas e seus problemas!? Onde está a igreja que não julgava segundo as aparências, mas se preocupava em viver e proclamar a graça de Deus!?
Estive pensando num cenário onde tem sido "proibido pensar"...
Pr. Carlinhos