Família, sem rumo e sem valor em tempos pós-modernos!
É lamentável o que temos visto e ouvido acerca das famílias do século XXI. A começar do conceito básico, pois hoje se tornou natural ouvirmos o provérbio: “Casado é aquele que bem vive”!
Ao meditar nas Escrituras percebemos a família introduzida por Deus em quase todos os seus Escritos, sejam cartas ou livros. Deus dispensa uma grande atenção à família, usando-a como exemplo e trazendo princípios para que se estabeleça uma família segundo o seu coração.
O fato é que este século aponta para o relativismo e isso implica dizer que nem sempre o pai é o homem ou a mãe a mulher. Algumas vezes, o próprio filho exerce o papel do pai ou a filha o papel da mãe. Algumas vezes por omissão, outras por livre e espontânea escolha.
Não posso enxergar a família instituída por Deus quando olho o cenário da pós-modernidade!
A família atual está muito distante de se comparar com os relatos de Atos 10! Veja o que enxergo quando leio esse texto:
- Um pai chamado Cornélio, que leva toda sua família a adorar ao Senhor, isso resulta de devocionais e testemunho pessoal;
- Um pai adorador e que suas ações foram vistas por Deus;
- Um servo obediente, seguindo cabalmente as orientações de Deus;
Não tenho dúvidas de que o homem que dobra seus joelhos e conduz os seus filhos nos caminhos do Senhor tem a sua família diferente, cheia de graça e que reflete a glória de Deus.
Oremos pelas famílias! Pra que os pais sejam pais segundo a Palavra de Deus; pra que as mães, sejam mães segundo o coração de Deus; pra que os filhos, sejam filhos segundo os princípios estabelecidos pelo Senhor de nossas vidas.
Essa é única forma de voltarmos ao primeiro amor! Esse é o único caminho que nos levará a enxergarmos o verdadeiro valor da família!
Em Cristo,
Pr. José Carlos
Cadê a igreja!?
Estive pensando...hoje não temos vivido um evangelho comportamental?! Um evangelho onde o que aparentamos ser tem mais valor do que o que de fato somos no dia a dia.
As igrejas não desejam saber quem somos em profundidade, para os "líderes" só importa saber se estamos presentes nos cultos ou damos os dízimos e ajudamos em algum ministério, ou seja, esse não seria o evangelho das aparências!!??
Parece que as igrejas têm cada vez menos procurado se envolver com "pessoas problemáticas", mesmo sendo um local de renovação e cura!
O que importa mesmo é o que aparentamos ser! Se não criamos problemas, se não questionamos, se nadamos a favor da correnteza doutrinária....então somos vistos como espirituais.
Como diz o cantor João Alexandre em uma de suas canções: "É proibido pensar..."
Tudo isso me desperta uma saudade tremenda do tempo onde o doente se sentia acolhido nas igrejas. Um tempo onde se sentia prazer em evangelizar e trazer todo tipo de perdido para ser alcançado pelo evangelho da comunhão.
Hoje, se ver livre de problemas tem sido o lema de muitas igrejas e isso tem refletido no modo de viver das famílias, que por sua vez, olham as igrejas como modelo a ser seguido.
Onde está a igreja que agregava drogados, viciados e prostitutas!? Onde está a igreja que sentia prazer em se envolver com as pessoas e seus problemas!? Onde está a igreja que não julgava segundo as aparências, mas se preocupava em viver e proclamar a graça de Deus!?
Estive pensando num cenário onde tem sido "proibido pensar"...
Pr. Carlinhos