Escolhas...
Ao acordar sonhei na existência de um lugar onde esqueceríamos o que somos e nele poderíamos viver a nossa verdadeira essência.
Por alguns instantes esqueci que era pastor, profissional atuante, estudante, pai, esposo...simplesmente me envolvi em um mundo onde eu não mais precisava encenar para garantir meu emprego, minhas amizades, meu ministério, minha posição social...sonhei com um lugar onde eu não seria nada do que sou e então enxerguei algo maravilhoso: eu não precisava mais mentir; sofrer por conta do pouco tempo; sofrer por não suprir as expectativas dos outros...eu não precisava mais correr contra o tempo; não haveria necessidade de fazer por que todos fazem, dizer porque todos dizem...ver porque todos vêem!
Ao acordar sonhei na existência de um lugar onde minhas ações deixariam de ser meu maior inimigo! Nesse mundo eu não precisava mais fingir...nele, eu poderia ser o que fui criado pra ser, FILHO DE DEUS!
Por alguns instantes esqueci tudo...lembrei apenas que era filho e como filho permiti que minhas ações me impedissem de manter um relacionamento com meu Pai. Nesse momento pude me ver no espelho da vida e enxergar que a maior barreira para se viver uma vida intima com Deus somos nós mesmos. Sempre pensamos nos outros e em nós mesmos para fazermos nossas escolhas, nunca em Deus. Pensamos no nosso bem estar, pensamos no que as pessoas podem pensar, pensamos em como a sociedade vai reagir, pensamos se seremos aceitos, se manteremos nosso espaço entre os amigos e no campo profissional...vivemos em função de todos e de tudo e ainda buscamos entender porque não encontramos tempo para ser o que fomos criados pra ser.
A resposta é que simplesmente não somos o que somos! Nossos atos, passos e atitudes são reflexos de uma sociedade que dita os caminhos que devemos traçar para sermos reconhecidos e bem sucedidos.
Ao acordar escolhi ser filho de Deus e viver nesse mundo como tal. Essa escolha implicará em abandono de alguns, em desprezo de outros, em possíveis oportunidades profissionais sumindo pelo ar...por alguns instantes sonhei em dormir em paz e acordar com ela, sonhei em não me preocupar com os remédios de pressão alta e taxas elevadas, em dormir até que o sono fosse renovador...sonhei em ser fiel Aquele que continuou sendo fiel comigo mesmo quando fui infiel e quando me permiti ser sugado pelas belezas que afastaram-me dEle!
E você, já acordou ou ainda dormes? Se acordou, que escolhas precisas fazer?
Pr. José Carlos
Cadê a igreja!?
Estive pensando...hoje não temos vivido um evangelho comportamental?! Um evangelho onde o que aparentamos ser tem mais valor do que o que de fato somos no dia a dia.
As igrejas não desejam saber quem somos em profundidade, para os "líderes" só importa saber se estamos presentes nos cultos ou damos os dízimos e ajudamos em algum ministério, ou seja, esse não seria o evangelho das aparências!!??
Parece que as igrejas têm cada vez menos procurado se envolver com "pessoas problemáticas", mesmo sendo um local de renovação e cura!
O que importa mesmo é o que aparentamos ser! Se não criamos problemas, se não questionamos, se nadamos a favor da correnteza doutrinária....então somos vistos como espirituais.
Como diz o cantor João Alexandre em uma de suas canções: "É proibido pensar..."
Tudo isso me desperta uma saudade tremenda do tempo onde o doente se sentia acolhido nas igrejas. Um tempo onde se sentia prazer em evangelizar e trazer todo tipo de perdido para ser alcançado pelo evangelho da comunhão.
Hoje, se ver livre de problemas tem sido o lema de muitas igrejas e isso tem refletido no modo de viver das famílias, que por sua vez, olham as igrejas como modelo a ser seguido.
Onde está a igreja que agregava drogados, viciados e prostitutas!? Onde está a igreja que sentia prazer em se envolver com as pessoas e seus problemas!? Onde está a igreja que não julgava segundo as aparências, mas se preocupava em viver e proclamar a graça de Deus!?
Estive pensando num cenário onde tem sido "proibido pensar"...
Pr. Carlinhos