É Páscoa!
A sublimidade da pessoa e da obra do Senhor Jesus só pode ser percebida
através de figuras do nosso cotidiano. A mansidão do Cordeiro nos ajuda a
compreender um pouco da nobreza do Rei que veio não para ser servido, mas
para servir e dar a Sua vida em resgate por muitos (Marcos 10:45).
O Cordeiro morto para a salvação do primogênito de cada família de Israel (Êxodo
12:1-13) e para a libertação do povo eleito do cativeiro egípcio aponta para Jesus,
“o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo!” (João 1:29). A Páscoa instituída
para celebrar este ato libertador (Êxodo 12:14-20) teve pleno cumprimento em
Cristo: “Pois também Cristo, o nosso Cordeiro pascal, foi imolado. Por isso,
celebremos a festa (Páscoa) não com o velho fermento, nem com o fermento da
maldade e da malícia, e sim com os asmos da sinceridade e da verdade” (I
Coríntios 5:7b-8). Que lições esta passagem de Êxodo 12:1-20 nos ensina sobre
Jesus, o Cordeiro de Deus que nos liberta do cativeiro do pecado.
Jesus é o Cordeiro imaculado, nosso substituto infalível. A Bíblia registra: “O
cordeiro será sem defeito” (Êxodo 12:5). O apóstolo Pedro conclama os cristãos a
uma vida de santidade (I Pedro 1:13-16) e apresenta para isto um motivo
indiscutível: “sabendo que não foi mediante coisas corruptíveis, como prata ou
ouro que fostes resgatados do vosso fútil procedimento que vossos pais vos
legaram, mas pelo precioso sangue, como de cordeiro sem defeito e sem mácula,
o sangue de Cristo, conhecido, com efeito, antes da fundação do mundo, porém
manifestado no fim dos tempos, por amor de vós que, por meio dele, tendes fé em
Deus” (I Pedro 1:18-21).
Deus Pai “não poupou o seu próprio Filho, antes, por todos nós o entregou...”
(Romanos 8:32) para que Ele, na cruz, isto é, mediante seu sacrifício, tomasse “...
sobre si as nossas enfermidades e as nossas dores...” (Isaías 53:4). Assim,
podemos concluir que “Ele foi traspassado pelas nossas transgressões e moído
pelas nossas iniquidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas
suas pisaduras fomos sarados” (Isaías 53:5).
Glória a Deus pelo Senhor Jesus Cristo!
Waldemir Lopes, pastor.
Cadê a igreja!?
Estive pensando...hoje não temos vivido um evangelho comportamental?! Um evangelho onde o que aparentamos ser tem mais valor do que o que de fato somos no dia a dia.
As igrejas não desejam saber quem somos em profundidade, para os "líderes" só importa saber se estamos presentes nos cultos ou damos os dízimos e ajudamos em algum ministério, ou seja, esse não seria o evangelho das aparências!!??
Parece que as igrejas têm cada vez menos procurado se envolver com "pessoas problemáticas", mesmo sendo um local de renovação e cura!
O que importa mesmo é o que aparentamos ser! Se não criamos problemas, se não questionamos, se nadamos a favor da correnteza doutrinária....então somos vistos como espirituais.
Como diz o cantor João Alexandre em uma de suas canções: "É proibido pensar..."
Tudo isso me desperta uma saudade tremenda do tempo onde o doente se sentia acolhido nas igrejas. Um tempo onde se sentia prazer em evangelizar e trazer todo tipo de perdido para ser alcançado pelo evangelho da comunhão.
Hoje, se ver livre de problemas tem sido o lema de muitas igrejas e isso tem refletido no modo de viver das famílias, que por sua vez, olham as igrejas como modelo a ser seguido.
Onde está a igreja que agregava drogados, viciados e prostitutas!? Onde está a igreja que sentia prazer em se envolver com as pessoas e seus problemas!? Onde está a igreja que não julgava segundo as aparências, mas se preocupava em viver e proclamar a graça de Deus!?
Estive pensando num cenário onde tem sido "proibido pensar"...
Pr. Carlinhos