DICAS DO MUNDO CORPORATIVO - PARTE 03
Após os quatro primeiros anos de retorno ao mercado de trabalho, pude então começar a enteder esse mundo de disputas. Com a pequena bagagem que tinha como pastor e conselheiro, tive então a oportunidade de entender que minha área de atuação não podia ser outra além de Recursos Humanos. Eu gostava de observar as pessoas. Entender o porque de algumas ações! Buscar entender o comportamento humano e desenvolver ações com base nesses comportamentos, formava o combustível que eu precisava para desenvolver boas ações nessa nova etapa de minha vida profissional.
Foi nesse contexto que surgiu a oportunidade de ingressar em uma empresa de médio porte para atuar como Gestor de Recursos Humanos. Para mim foi e é um grande desafio, contudo procuro manter tudo sob controle, pois cheguei a um nivel de maturidade e experiência que me permite entender a mente do zelador, do porteiro, dos serviços externos, da telefonista, da recepcionista....pois, de fato, fiz de tudo um pouco no início, quando desejei abraçar novamente o mundo corporativo após 11 anos afastado.
Quando entendemos o funcionário e passamos a lidar também com o empresário, começamos a observar dois mundos que precisam está em sintonia para que o resultado final seja transformado em crescimento empresarial.
Como chamar de "familia" o casal que vive em pé de guerra e que, em alguns momentos chegam a agressão?
Quando pensamos em familia, imaginamos sentimentos como: paz, harmonia, amor, reciprocidade, etc. Assim tem sido no mundo corporativo, sem harmonia, sem paz, sem amor, sem reciprocidade...não há crescimento.
Na próxima postagem, irei mudar o foco na tentativa de mostrar o outro lado da moeda. Tenho pensado até o momento como funcionário ou colaborador de uma empresa. Vamos levar nossa visão agora para como as empresas devem começar a olhar para os empregados, funcionários, colaboradores.
Veremos como temos vivido tempos diferentes! Não podemos olhar o mercado atual e achar que temos as ferramentas ideais por ter trabalhado há 20 anos! Os tempos são outros.....as empresas são outras....os valores são outros....as ferramentas são outras.
Até lá!
José carlos de Oliveira
Pastor e Gestor de Recursos Humanos
Cadê a igreja!?
Estive pensando...hoje não temos vivido um evangelho comportamental?! Um evangelho onde o que aparentamos ser tem mais valor do que o que de fato somos no dia a dia.
As igrejas não desejam saber quem somos em profundidade, para os "líderes" só importa saber se estamos presentes nos cultos ou damos os dízimos e ajudamos em algum ministério, ou seja, esse não seria o evangelho das aparências!!??
Parece que as igrejas têm cada vez menos procurado se envolver com "pessoas problemáticas", mesmo sendo um local de renovação e cura!
O que importa mesmo é o que aparentamos ser! Se não criamos problemas, se não questionamos, se nadamos a favor da correnteza doutrinária....então somos vistos como espirituais.
Como diz o cantor João Alexandre em uma de suas canções: "É proibido pensar..."
Tudo isso me desperta uma saudade tremenda do tempo onde o doente se sentia acolhido nas igrejas. Um tempo onde se sentia prazer em evangelizar e trazer todo tipo de perdido para ser alcançado pelo evangelho da comunhão.
Hoje, se ver livre de problemas tem sido o lema de muitas igrejas e isso tem refletido no modo de viver das famílias, que por sua vez, olham as igrejas como modelo a ser seguido.
Onde está a igreja que agregava drogados, viciados e prostitutas!? Onde está a igreja que sentia prazer em se envolver com as pessoas e seus problemas!? Onde está a igreja que não julgava segundo as aparências, mas se preocupava em viver e proclamar a graça de Deus!?
Estive pensando num cenário onde tem sido "proibido pensar"...
Pr. Carlinhos