Dicas do Mundo Corporativo – parte 01
Após 11 anos distante do mercado de trabalho exercendo funções ministeriais, fui impulsionado a retornar devido a dificuldades financeira.
Depois de ter experimentado o status de professor e vice-reitor de determinado Seminário no Sul do País, agora estava à procura de uma oportunidade no Mercado de Trabalho para garantir o sustento da família.
Lembro-me que participei de diversas seleções e em todas fui dispensado. Parei para verificar a minha postura ou qualquer outra dica que apontasse para algo que não estava me projetando como os demais colegas concorrentes.
Verifiquei que a minha face e meus gestos vendiam a imagem de alguém triste, com medo e sem segurança.
Pergunto: Qual empresa deseja um profissional com essa postura?
Decidido a mudar, fui a uma seleção e me comportei completamente diferente. Quando me perguntavam: Você sabe? Eu respondia: Irei aprender! Quando me perguntavam: Quanto você espera ganhar? Eu respondia: Eu quero apenas uma oportunidade no Mercado de Trabalho! Quanto irei ganhar não é o mais importante!
Minha determinação e desejo de alcançar alvos, me colocaram de volta ao Mercado de Trabalho. É claro, que tudo isso sem a intervenção de Deus não teria qualquer validade. Como cristão e pastor, seria impossível não enxergar o mover de Deus, me fazendo entender onde precisava mudar.
Quando precisamos de uma projeção, o mais importante não é o cargo ou o salário. O mais importante é fazer parte da equipe! O salário e o crescimento serão resultados do nosso destaque após fazer parte do Mundo Corporativo.
Seja firme, mostre segurança e determinação em querer fazer parte da empresa. Ninguém com baixa estima cairá na graça dos que estão selecionando valores. Você precisa mostrar que tem o que falta na empresa ou pelo menos mostrar o que eles precisam para continuar sendo uma boa empresa.
Em breve postarei o relato de como foi meus primeiros contatos com o Mercado de Trabalho após 11 anos distante.
Até lá!
José Carlos
Pastor e Gestor de Recursos Humanos
Cadê a igreja!?
Estive pensando...hoje não temos vivido um evangelho comportamental?! Um evangelho onde o que aparentamos ser tem mais valor do que o que de fato somos no dia a dia.
As igrejas não desejam saber quem somos em profundidade, para os "líderes" só importa saber se estamos presentes nos cultos ou damos os dízimos e ajudamos em algum ministério, ou seja, esse não seria o evangelho das aparências!!??
Parece que as igrejas têm cada vez menos procurado se envolver com "pessoas problemáticas", mesmo sendo um local de renovação e cura!
O que importa mesmo é o que aparentamos ser! Se não criamos problemas, se não questionamos, se nadamos a favor da correnteza doutrinária....então somos vistos como espirituais.
Como diz o cantor João Alexandre em uma de suas canções: "É proibido pensar..."
Tudo isso me desperta uma saudade tremenda do tempo onde o doente se sentia acolhido nas igrejas. Um tempo onde se sentia prazer em evangelizar e trazer todo tipo de perdido para ser alcançado pelo evangelho da comunhão.
Hoje, se ver livre de problemas tem sido o lema de muitas igrejas e isso tem refletido no modo de viver das famílias, que por sua vez, olham as igrejas como modelo a ser seguido.
Onde está a igreja que agregava drogados, viciados e prostitutas!? Onde está a igreja que sentia prazer em se envolver com as pessoas e seus problemas!? Onde está a igreja que não julgava segundo as aparências, mas se preocupava em viver e proclamar a graça de Deus!?
Estive pensando num cenário onde tem sido "proibido pensar"...
Pr. Carlinhos